20 de outubro de 2017

Interações digitálicas na unidade de internação de hematologia de um hospital universitário: relato de caso


Gilberto Barcelos Souza1, Nayara Fernandes Paes1, Amanda Castro Domingues da Silva2, Luiz Filgueira de Melo Neto1, Rachel Nunes Ornellas1, Fabíola Giordani2, Mauricio Lauro de Oliveira Júnior1, Luiz Stanislau Nunes Chini1, Bruna Figueiredo Martins2, Mariana Souza Rocha1, Fabio Moore Nucci1, Águeda Cabral de Souza Pereira1 & Márcia de Souza Antunes1.

1Hospital Universitário Antônio Pedro, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; 2Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: farmacia@huap.uff.br.

Introdução: Interação medicamentosa potencial (IMP) é a possibilidade de um medicamento modificar a intensidade do efeito farmacológico de outro administrado concomitantemente1. A Digoxina, glicosídeo digitálico indicado no tratamento de arritmias e insuficiência cardíaca congestiva (ICC)2, apresenta baixo índice terapêutico3, devendo ter a dose cuidadosamente titulada e monitorada.  Algumas interações medicamentosas e condições clínicas podem alterar a farmacocinética da Digoxina ou a suscetibilidade do paciente à intoxicação digitálica4

Objetivo: Analisar a ocorrência de IMP entre Digoxina e outros fármacos em um paciente internado na Hematologia de um hospital universitário. 

Metodologia: Relato de caso obtido a partir de estudo prospectivo e descritivo, em que as cópias das prescrições da unidade de internação de Hematologia, foram analisadas para a identificação de IMP (CAAE n° 65893817.1.0000.5243). 

Resultados: Paciente PCS, masculino, 71 anos, portador de tricoleucemia variante, hipertensão, ICC e fibrilação atrial. Admitido no setor em 21/06/2017 com prescrição: Omeprazol 40 mg VO 1x/dia, Alopurinol 100 mg VO 1x/dia, Carvedilol 6,25 mg VO 2x/dia, Furosemida 40 mg IV 2x/dia, Espironolactona 25 mg VO 1xdia, Losartana 50 mg VO 2x/dia, Ácido acetilsalisílico 100 mg 1x/dia, Digoxina 0,25 mg VO 1x/dia e Enoxaparina 60 mg SC 2x/dia. Foram encontradas nove IMP: destas, cinco sugerindo aumento da concentração plasmática de Digoxina e risco de toxicidade digitálica (náusea, vômito e arritmia)5. Em contato com o médico prescritor, a Farmacêutica sugeriu a dosagem sérica de Digoxina e o resultado estava dentro da faixa aceitável. Entretanto, no 6º dia de internação o paciente apresentou hipomagnesemia e no 8º, hipocalemia, sinais clássicos da interação entre Digoxina e Furosemida5. Foi realizada a reposição dos eletrólitos. 

Conclusão: Cerca de seis medicamentos são prescritos por dia aos pacientes internados6. Neste relato, a presença diária da Farmacêutica na Hematologia foi fundamental para a detecção de IMP, alertando ao médico sobre a necessidade da solicitação de exames laboratoriais complementares e a realização de medidas corretivas, destacando, desta forma, a importância das atividades farmacêuticas clínicas.

Palavras-chave: Interações medicamentosas potenciais, Interações digitálicas, Farmácia Clínica.

Referências:
1.Nies AS. Princípios da terapêutica. In: Hardman JG; Limbird LE. (Org.). Goodman & Gilman: as bases farmacológicas da terapêutica. 10. ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2005, p. 35- 50.
2.Digoxina. [Bula]. Anápolis: Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A; 2016.
3.Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Brasil). Resolução n° 67, de 8 de outubro de 2007. Dispõe sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em farmácias. Diário Oficial da União 9 out. 2007; Seção 1.
4.Ooi H, Colucci WS. Tratamento farmacológico da insuficiência cardíaca. In: Hardman JG; Limbird LE. (Org.). Goodman & Gilman: as bases farmacológicas da terapêutica. 10. ed., Rio de Janeiro. McGraw-Hill, 2005, p. 679-702.
5.Micromedex® Healthcare Series: MICROMEDEX 2.0, Greenwood Village, Colorado. [acesso em 21 jun 2017] Disponível em: www.periodicos.capes.gov.br.

6.Lima REF; Cassiani SHB. Interações medicamentosas potenciais em pacientes de unidade de terapia intensiva de um hospital universitário. Rev Latino Am Enfermagem 2009:17(2): mar/abr 2009.

Poster in: 9º Congresso Riopharma de Ciências Farmacêuticas. 21 a 22 de setembro de 2017. Rio de Janeiro. RJ. Brasil.

20 de setembro de 2017

Livro Manual de Farmácia Clínica e Cuidado ao Paciente

  • Editora: Atheneu
  • Páginas: 312
  • Autor: Débora C.M.F. de Carvalho; Livia M.G. Barbosa;
  • Edição: 1
  • Acabamento: Brochura
  • Ano da publicação: 2017
  • Idioma: Português
  • Série/Coleção:
  • Assunto: Farmácia & Farmacologia
  • Formato: 28,0 x 21,0 x 2,0 cm.

25 de junho de 2017

Formulário Farmacêutico Magistral, 2ª ed. 2017

Editora Medfarma
ISBN 978-85-89248-17-4
1.194 págs. / Capa dura
Preço: R$ 234,00


O Formulário Farmacêutico Magistral 2017 apresenta em 1194 páginas 1084 fármacos em mais de 1.300 fórmulas de medicamentos manipulados, suas respectivas estabilidades, modos de preparo a partir de matérias-primas, cápsulas, comprimidos, ampolas, soluções para nebulização, sprays nasais, ou de outras formas farmacêuticas existentes. A obra é ricamente referenciada e embasada na literatura farmacêutica internacional atual, de leitura fácil e objetiva, e assim, de grande utilidade aos estudantes de farmácia e aos profissionais da manipulação magistral no ambiente hospitalar e nas farmácias de manipulação.
  1. Agradecimentos
  2. Nota
  3. Introdução
  4. Manipulação Magistral
  5. Medicamentos em Dermatologia
  6. Preparações Tópicas Semisólidas
  7. Medicamentos em Oftalmologia
  8. Glossário Dermatológico
  9. Glossário Farmacêutico
  10. Tabela de pH
  11. Fórmulas Farmacêuticas

30 de abril de 2017

Evaluation de l’intérêt pharmaco-économique de la préparation centralisée du tocilizumab (Roactemra®) au sein d’une Pharmacie à usage intérieur

C Barthélémy, E Gaspéri, F Cayre, C Tesmoingt, X Arrault, P Arnaud
Hopital Bichat - Claude Bernard

Introduction & objectifs: Le tocilizumab (TCZ) est un anticorps monoclonal utilisé dans des pathologies auto-immunes telles que la polyarthrite rhumatoïde ou dans l’arthrite juvénile idiopathique. La posologie est de 8 mg/kg par cure, administrée toutes les 4 semaines. L’objectif de notre étude a été d’évaluer l’intérêt pharmaco-économique de la reconstitution des préparations du TCZ en unité de préparation centralisée (UPC) par rapport à une reconstitution par les infirmières dans les services de soins.

Méthodes: Nous avons réalisé une étude prospective sur un an de novembre 2013 à octobre 2014 durant laquelle nous avons relevé le nombre de flacons par jour qui auraient été consommé sans la gestion des reliquats en unités de soins (méthode 1) et le nombre de flacons réellement consommé par jour en UPC avec gestion des reliquats d’un patient à l’autre (méthode 2).  Nous avons mesuré les reliquats jetés chaque jour afin d’évaluer l’intérêt d’une étude de stabilité du TCZ permettant une gestion des reliquats d’un jour sur l’autre. L’ensemble des résultats a été rapporté dans un tableur Excel pour analyse.

Résultats: 317 cures de TCZ ont été réalisées durant la période de l’étude. Au total, 360 flacons de 400 mg, 92 de 200 mg et 401 de 80 mg auraient été consommés en unités de soins sans gestion des reliquats tandis que 385 flacons de 400 mg, 77 de 200 mg et 248 de 80 mg ont été réellement consommés par l’UPC. L’économie annuelle générée s’élève à 8 900 €. Un test de Student sur échantillons appariés a montré une différence significative de consommation mensuelle entre les deux méthodes. La gestion des reliquats d’un jour sur l’autre permettrait une économie supplémentaire de 4 300 €.

Discussion & conclusions: Cette étude montre, au-delà de l’aspect sécuritaire, l’intérêt pharmaco-économique de la préparation centralisée en UPC du TCZ malgré un faible nombre de cures réalisées (entre 1 et 2 par jour en moyenne). Ces résultats montrent que la préparation centralisée en UPC doit s’étendre aux molécules en dehors des seuls produits cytotoxiques. A l’heure actuelle, en l’absence de données de stabilité consolidées de la part des Laboratoires pharmaceutiques, la préparation centralisée génère encore des pertes qui pourrait être minimisées en regroupant, par exemple, tous les patients sous TCZ un jour donné de la semaine.

20 de março de 2017

BEVACIZUMAB PUEDE SER INFUNDIDO CON SEGURIDAD A UNA VELOCIDAD DE 0,5 MG/KG/ MIN DESDE LA PRIMERA DOSIS.

GARCÍA GIL S, GONZALEZ GARCIA J, GONZALEZ DE LA FUENTE G, NAZCO CASARIEGO GJ, VIÑA ROMERO MM, GUTIERREZ NICOLAS F.

COMPLEJO HOSPITALARIO UNIVERSITARIO DE CANARIAS. Carretera de Ofra, s/n. Santa Cruz de Tenerife. España

OBJETIVO: Desde el desarrollo del bevacizumab se recomendó, con el fin de minimizar las reacciones infusionales dehipersensibilidad, administrar en una primera dosis en 90 minutos, la segunda en 60 minutos y de la tercera en adelanteen 30 minutos. Sin embargo, Diane et al, demostraron que la administración de bevacizumab a una velocidadde 0.5 mg/kg/min era segura desde la primera infusión. El objetivo del presente estudio ha consistido en calcular el tiempo ahorrado en un hospital de día de oncología (HDO) empleando el bevacizumab en todas las administraciones a una velocidad de 0,5 mg/kg/min, así como las reacciones infusionales derivadas de la administración del fármaco en estas condiciones de uso. Como objetivo secundario se estimó el potencial ahorro económico que esta media hasupuesto.

MATERIAL Y MÉTODOS: Estudio observacional, prospectivo y unicéntrico de 18 meses de duración (1 de octubre de 2014-1 de abril de 2016), en el que se incluyeron todos los pacientes que recibieron tratamiento con bevacizumab, en sus diferentes indicaciones. Los datos clínicos y demográficos de los pacientes fueron obtenidos a partir del aplicativo infomático SAP®.
Las nuevas velocidades de infusión para todos los pacientes fue a 0,5 mg/kg/min: para dosis de 5 mg/kg (10 min); 7.5 mg/kg (15 min); 10 mg/kg (20 min) y 15 mg/kg (30 min), desde la primera administración. A partir de estos tiempos, y por diferencia con las pautas estándar de 90-60-30 min para la primera, segunda y sucesivas respectivamente, se estimó la reducción de tiempo. El coste de una estancia en HDO (según BOC de 2013) es de 273 €.

RESULTADOS: Durante el periodo de estudio se incluyeron un total de 73 pacientes que recibieron con 712 dosis de bevacizumab. En ninguno de los pacientes se emplearon velocidades iniciales de infusión de 90 y 60 minutos. De estos pacientes: 24 recibieron una dosis de 5 mg/kg (con un total de 221 administraciones); 4 una dosis de 7,5 mg/kg (43 administraciones), 36 una dosis de 10 mg/kg (329 administraciones) y 9 una dosis de 15 mg/kg con un totalde 120 infusiones. Esto supuso un ahorro en tiempo de 14.980 minutos. El tiempo medio de cada estancia en HDOpara la administración del tratamiento antineoplásico fue de 2,53 horas, por tanto, el ahorro estimado en número de estancias fue de 98.6, lo que supone un ahorro económico de unos 26.940,3€. Durante los 18 meses de estudio no se registraron reacciones adversas infusionales de gravedad.

CONCLUSIONES: Con el presente trabajo hemos querido mostrar una medida para mejorar la eficiencia en la gestión de los HDO, aumentando la velocidad de infusión del bevacizumab. Este tipo de medidas no solo proporciona un ahorro económico, sino que además aportan un beneficio, no cuantificable, sobre la calidad de vida de los pacientes por un menor tiempo de infusión de los tratamiento, sin poner en riesgo la seguridad de los mismos.

Poster in: 61º Congreso de Farmacia Hospitalaria de la SEFH - octubre de 2016 - España

10 de janeiro de 2017

Tacrolimus en solución hidroalcohólica

Prescripciones de este tipo son frecuentes para el tratamiento de la psoriasis del cuero cabelludo:

Tacrolimus, 0,1 %
Solución hidroalcohólica csp, 30 ml
 
El tacrolimus monohidrato se presenta en forma de un polvo blanco liviano. Es soluble en alcohol pero insoluble en agua. Es termolábil. Según las propiedades de solubilidad citadas, el excipiente hidroalcohólico diseñado no debe tener una alta proporción de agua, ya que el tacrolimus es prácticamente insoluble en este disolvente. La cantidad de alcohol debe ser la suficiente como para disolver al tacrolimus y que no precipite al añadir el agua correspondiente. Para evitar añadir una alta cantidad de alcohol evitando posibles reacciones de irritación sobre la piel y aumentar la solubilidad del tacrolimus en el agua, se puede añadir propilenglicol. Las concentraciones ensayadas del excipiente hidroalcohólico para tacrólimus al 0,1 % fueron las siguientes:

Alcohol (96º), 50 %
Propilenglicol, 10 %
Agua purificada csp, 100 ml
 
Desarrollo final de la fórmula para los 30 ml prescritos y forma de elaboración:

Tacrolimus, 0,03 g
Alcohol (96º), 15 g
Propilenglicol, 3 g
Agua purificada csp, 30 ml
 
1. Disolver el tacrolimus en la solución previamente elaborada entre el alcohol y el propilenglicol empleando un agitador magnético regulado a alta velocidad.
2. Añadir el agua purificada en pequeñas porciones sobre la solución anterior bajo agitación constante.
Envasar en frasco cristal topacio. Caducidad estimada de un mes. Conservación a temperatura ambiente, fuera de la luz y humedad. En verano conviene conservar la solución en nevera.
Según el estado de la patología el dermatólogo puede incluir en esta formulación clobetasol propionato al 0,05 % de la siguiente forma:

Tacrolimus, 0,1 %
Clobetasol propionato, 0,05 %
Excipiente hidroalcohólico csp, 30 ml
 
El excipiente hidroalcohólico sería el mismo que el indicado anteriormente. El clobetasol propionato se disolvería en la solución alcohol / propilenglicol junto al tacrolimus.