26 de dezembro de 2017

Stability of extemporaneous erlotinib, lapatinib, and imatinib oral suspensions.

Am J Health Syst Pharm. 2016 Sep 1;73(17):1331-7. doi: 10.2146/ajhp150581.

Abstract

PURPOSE:
The stability of extemporaneously prepared erlotinib, lapatinib, and imatinib oral liquid dosage forms using two commercially available vehicles when stored at 4 and 25 °C was evaluated.
METHODS:
Three batches of extemporaneous oral suspensions were prepared for each drug. Erlotinib and lapatinib tablets were crushed and mixed in a 1:1 mixture of Ora-Plus:Ora-Sweet solution to yield 10- and 50-mg/mL suspensions, respectively. Imatinib tablets were crushed and mixed in Ora-Sweet solution to yield a 40-mg/mL suspension. Suspensions were stored in amber plastic bottles, and samples from each bottle were obtained on days 0, 1, 3, 7, 14, and 28.
RESULTS:
Erlotinib 10-mg/mL and lapatinib 50-mg/mL oral suspensions in a 1:1 mixture of Ora-Plus and Ora-Sweet retained at least 90% of their initial concentration throughout the 28-day study when stored at 25 °C. Visual inspection revealed notable viscosity changes in the erlotinib and lapatinib suspensions stored at 4 °C for 7 days and beyond. The viscosity of these preparations increased with time and was particularly evident with the erlotinib suspension, which exhibited a puddinglike texture. Imatinib 40-mg/mL oral suspension in Ora-Sweet appeared stable for up to 14 days when stored at both 25 and 4 °C.
CONCLUSION:
Erlotinib 10-mg/mL and lapatinib 50-mg/mL oral suspensions prepared from commercially available tablets were stable for at least 28 days when prepared in a 1:1 mixture of Ora-Plus:Ora-Sweet at 25 °C. Imatinib 40-mg/mL oral suspension prepared from commercially available tablets was stable for up to 14 days when prepared in Ora-Sweet and stored at 25 and 4 °C.

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20 de outubro de 2017

Interações digitálicas na unidade de internação de hematologia de um hospital universitário: relato de caso


Gilberto Barcelos Souza1, Nayara Fernandes Paes1, Amanda Castro Domingues da Silva2, Luiz Filgueira de Melo Neto1, Rachel Nunes Ornellas1, Fabíola Giordani2, Mauricio Lauro de Oliveira Júnior1, Luiz Stanislau Nunes Chini1, Bruna Figueiredo Martins2, Mariana Souza Rocha1, Fabio Moore Nucci1, Águeda Cabral de Souza Pereira1 & Márcia de Souza Antunes1.

1Hospital Universitário Antônio Pedro, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; 2Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: farmacia@huap.uff.br.

Introdução: Interação medicamentosa potencial (IMP) é a possibilidade de um medicamento modificar a intensidade do efeito farmacológico de outro administrado concomitantemente1. A Digoxina, glicosídeo digitálico indicado no tratamento de arritmias e insuficiência cardíaca congestiva (ICC)2, apresenta baixo índice terapêutico3, devendo ter a dose cuidadosamente titulada e monitorada.  Algumas interações medicamentosas e condições clínicas podem alterar a farmacocinética da Digoxina ou a suscetibilidade do paciente à intoxicação digitálica4

Objetivo: Analisar a ocorrência de IMP entre Digoxina e outros fármacos em um paciente internado na Hematologia de um hospital universitário. 

Metodologia: Relato de caso obtido a partir de estudo prospectivo e descritivo, em que as cópias das prescrições da unidade de internação de Hematologia, foram analisadas para a identificação de IMP (CAAE n° 65893817.1.0000.5243). 

Resultados: Paciente PCS, masculino, 71 anos, portador de tricoleucemia variante, hipertensão, ICC e fibrilação atrial. Admitido no setor em 21/06/2017 com prescrição: Omeprazol 40 mg VO 1x/dia, Alopurinol 100 mg VO 1x/dia, Carvedilol 6,25 mg VO 2x/dia, Furosemida 40 mg IV 2x/dia, Espironolactona 25 mg VO 1xdia, Losartana 50 mg VO 2x/dia, Ácido acetilsalisílico 100 mg 1x/dia, Digoxina 0,25 mg VO 1x/dia e Enoxaparina 60 mg SC 2x/dia. Foram encontradas nove IMP: destas, cinco sugerindo aumento da concentração plasmática de Digoxina e risco de toxicidade digitálica (náusea, vômito e arritmia)5. Em contato com o médico prescritor, a Farmacêutica sugeriu a dosagem sérica de Digoxina e o resultado estava dentro da faixa aceitável. Entretanto, no 6º dia de internação o paciente apresentou hipomagnesemia e no 8º, hipocalemia, sinais clássicos da interação entre Digoxina e Furosemida5. Foi realizada a reposição dos eletrólitos. 

Conclusão: Cerca de seis medicamentos são prescritos por dia aos pacientes internados6. Neste relato, a presença diária da Farmacêutica na Hematologia foi fundamental para a detecção de IMP, alertando ao médico sobre a necessidade da solicitação de exames laboratoriais complementares e a realização de medidas corretivas, destacando, desta forma, a importância das atividades farmacêuticas clínicas.

Palavras-chave: Interações medicamentosas potenciais, Interações digitálicas, Farmácia Clínica.

Referências:
1.Nies AS. Princípios da terapêutica. In: Hardman JG; Limbird LE. (Org.). Goodman & Gilman: as bases farmacológicas da terapêutica. 10. ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2005, p. 35- 50.
2.Digoxina. [Bula]. Anápolis: Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A; 2016.
3.Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Brasil). Resolução n° 67, de 8 de outubro de 2007. Dispõe sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em farmácias. Diário Oficial da União 9 out. 2007; Seção 1.
4.Ooi H, Colucci WS. Tratamento farmacológico da insuficiência cardíaca. In: Hardman JG; Limbird LE. (Org.). Goodman & Gilman: as bases farmacológicas da terapêutica. 10. ed., Rio de Janeiro. McGraw-Hill, 2005, p. 679-702.
5.Micromedex® Healthcare Series: MICROMEDEX 2.0, Greenwood Village, Colorado. [acesso em 21 jun 2017] Disponível em: www.periodicos.capes.gov.br.

6.Lima REF; Cassiani SHB. Interações medicamentosas potenciais em pacientes de unidade de terapia intensiva de um hospital universitário. Rev Latino Am Enfermagem 2009:17(2): mar/abr 2009.

Poster in: 9º Congresso Riopharma de Ciências Farmacêuticas. 21 a 22 de setembro de 2017. Rio de Janeiro. RJ. Brasil.

20 de setembro de 2017

Livro Manual de Farmácia Clínica e Cuidado ao Paciente

  • Editora: Atheneu
  • Páginas: 312
  • Autor: Débora C.M.F. de Carvalho; Livia M.G. Barbosa;
  • Edição: 1
  • Acabamento: Brochura
  • Ano da publicação: 2017
  • Idioma: Português
  • Série/Coleção:
  • Assunto: Farmácia & Farmacologia
  • Formato: 28,0 x 21,0 x 2,0 cm.

25 de junho de 2017

Formulário Farmacêutico Magistral, 2ª ed. 2017

Editora Medfarma
ISBN 978-85-89248-17-4
1.194 págs. / Capa dura
Preço: R$ 234,00


O Formulário Farmacêutico Magistral 2017 apresenta em 1194 páginas 1084 fármacos em mais de 1.300 fórmulas de medicamentos manipulados, suas respectivas estabilidades, modos de preparo a partir de matérias-primas, cápsulas, comprimidos, ampolas, soluções para nebulização, sprays nasais, ou de outras formas farmacêuticas existentes. A obra é ricamente referenciada e embasada na literatura farmacêutica internacional atual, de leitura fácil e objetiva, e assim, de grande utilidade aos estudantes de farmácia e aos profissionais da manipulação magistral no ambiente hospitalar e nas farmácias de manipulação.
  1. Agradecimentos
  2. Nota
  3. Introdução
  4. Manipulação Magistral
  5. Medicamentos em Dermatologia
  6. Preparações Tópicas Semisólidas
  7. Medicamentos em Oftalmologia
  8. Glossário Dermatológico
  9. Glossário Farmacêutico
  10. Tabela de pH
  11. Fórmulas Farmacêuticas

30 de abril de 2017

Evaluation de l’intérêt pharmaco-économique de la préparation centralisée du tocilizumab (Roactemra®) au sein d’une Pharmacie à usage intérieur

C Barthélémy, E Gaspéri, F Cayre, C Tesmoingt, X Arrault, P Arnaud
Hopital Bichat - Claude Bernard

Introduction & objectifs: Le tocilizumab (TCZ) est un anticorps monoclonal utilisé dans des pathologies auto-immunes telles que la polyarthrite rhumatoïde ou dans l’arthrite juvénile idiopathique. La posologie est de 8 mg/kg par cure, administrée toutes les 4 semaines. L’objectif de notre étude a été d’évaluer l’intérêt pharmaco-économique de la reconstitution des préparations du TCZ en unité de préparation centralisée (UPC) par rapport à une reconstitution par les infirmières dans les services de soins.

Méthodes: Nous avons réalisé une étude prospective sur un an de novembre 2013 à octobre 2014 durant laquelle nous avons relevé le nombre de flacons par jour qui auraient été consommé sans la gestion des reliquats en unités de soins (méthode 1) et le nombre de flacons réellement consommé par jour en UPC avec gestion des reliquats d’un patient à l’autre (méthode 2).  Nous avons mesuré les reliquats jetés chaque jour afin d’évaluer l’intérêt d’une étude de stabilité du TCZ permettant une gestion des reliquats d’un jour sur l’autre. L’ensemble des résultats a été rapporté dans un tableur Excel pour analyse.

Résultats: 317 cures de TCZ ont été réalisées durant la période de l’étude. Au total, 360 flacons de 400 mg, 92 de 200 mg et 401 de 80 mg auraient été consommés en unités de soins sans gestion des reliquats tandis que 385 flacons de 400 mg, 77 de 200 mg et 248 de 80 mg ont été réellement consommés par l’UPC. L’économie annuelle générée s’élève à 8 900 €. Un test de Student sur échantillons appariés a montré une différence significative de consommation mensuelle entre les deux méthodes. La gestion des reliquats d’un jour sur l’autre permettrait une économie supplémentaire de 4 300 €.

Discussion & conclusions: Cette étude montre, au-delà de l’aspect sécuritaire, l’intérêt pharmaco-économique de la préparation centralisée en UPC du TCZ malgré un faible nombre de cures réalisées (entre 1 et 2 par jour en moyenne). Ces résultats montrent que la préparation centralisée en UPC doit s’étendre aux molécules en dehors des seuls produits cytotoxiques. A l’heure actuelle, en l’absence de données de stabilité consolidées de la part des Laboratoires pharmaceutiques, la préparation centralisée génère encore des pertes qui pourrait être minimisées en regroupant, par exemple, tous les patients sous TCZ un jour donné de la semaine.