8 de maio de 2018

Epirrubicina: extravasamento e riscos ocupacionais


Protocolo de tratamento: limpar a área com álcool. Aplicar suavemente e sem muita pressão compressa FRIA por 30 min a cada 4 h durante as primeiras 24 h. Aplicar DMSO 90-99% tópico, 4 gotas/10 cm2 cada 8 h no dobro da área afetada durante 7-14 dias, deixar secar sem cobertura.. No intervalo de 3 h após a 1ª aplicação de DMSO, aplicar hidrocortisona 1% creme a cada 2 h nas primeiras 24 h e depois cada 3 h nos próximos 7-10 dias. Evitar aplicar pressão no local.(9,13,16,17,18,19,20,21)



Riscos extravasamento: oncológico; irritante(17), VESICANTE. (9,13,16,17,18,19,20,21)

Medicamento
pH
Osmol
Excipientes
Extravasamento
Cloridrato de Epirrubicina
3
240-340
Lactose
Vesicante

Riscos ocupacionais: Tempo residual no corpo do paciente: 6 dias; 7 dias (urina), 5 dias (fezes).  Tempo recomendado após quimioterapia para uso dos EPI: 3 dias para urina. É considerado tóxico pela 2012 OSHA HD List, 2016 NIOSH HD List, BCCA HD List.Este produto não contém nenhum carcinogênico ou possível carcinogênico, segundo os registros da OSHA, IARC ou NTP. Gravidez FDA categoria D. Após descontaminação, colocar todos os materiais num recipiente adequado, selar, rotular: Resíduos de Medicamentos Perigosos.(10,11,12,23,24)

EPI
Limpeza
Incineração
Cancerígeno
Observações
Usar na administração dos medicamentos
Hipoclorito 2% Água estéril
Detergente
Álcool 70%
Temperatura de decomposição
acima de 185ºC
Cancerígeno para seres humanos
Evitar o contato com a pele, roupas e olhos
Limpeza: descontaminar com hipoclorito 2% + remoção do resíduo com água estéril + solução detergente antibacteriana em compressa estéril + desinfecção da área com álcool 70%.

21 de março de 2018

Vorinostat: uso off-label na manipulação magistral

Vorinostat 100 mg Cápsula (20)Veículo Suspensor Oral q.s.p....40 mL. Este produto deve ser preparado em sala classificada, seguindo protocolos para reconstituição de soluções de drogas citostáticas. Em recipiente adequado pulverizar as cápsulas. Adicionar 20 mL de veículo e misturar. Adicionar o veículo em porções, misturando cada adição. Estabilidade de 14 dias em temperatura ambiente. Fórmula do veículo suspensor oral: goma xantana (0,05 g), sorbitol 70% (25 mL), glicerina (10 mL), sacarina (0,1 g), metilparabeno (0,1 g), ácido cítrico monohidratado (1,5 g), citrato de sódio dihidratado (2 g), sorbato de potássio (0,1 g) e água purificada q.s.p 100 mL. Referência bibliográfica: Fouladi M, Park JR, Stewart CF, Gilbertson RJ, Schaiquevich P, Sun J,Reid JM, Ames MM, Speights R, Ingle AM, Zwiebel J, Blaney SM,Adamson PC. Pediatric phase I trial and pharmacokinetic study ofvorinostat: achildren’s oncology group phase I- consortium report. J Clin Oncol 2010;28(22):3623-3629.

28 de fevereiro de 2018

Padronização de etiquetas para o manejo de medicamentos citostáticos com foco na segurança do paciente em um hospital de ensino

Gilberto Barcelos Souza1 , Luiz Filgueira de Melo Neto2, Fernando Sergio Silva Ferreiro1, Márcia de Souza Antunes1, Fabio Moore Nucci1, Mariana Souza Rocha1 , Águeda Cabral de Souza Pereira1 , Luiz Stanislau Nunes Chini1 , Amanda Castro  Domingues da Silva1, Bruna Figueiredo Martins1

1Hospital Universitário Antônio Pedro, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; 2Universidade Salgado de Oliveira, São Gonçalo, Rio de Janeiro, Brasil.


Introdução: Dentre as diversas estratégias para diminuir os erros de medicação no âmbito da Farmácia Hospitalar está o uso do sistema de distribuição de medicamentos em dose unitária, neste contexto, uma das atribuições do Farmacêutico é aperfeiçoar o processo de unitarização de doses.

Objetivo: Garantir a Segurança do Paciente com a padronização das embalagens secundárias dos medicamentos citostáticos, visando a diminuição de erros.

Método: Trata-se de uma pesquisa descritiva, realizada no Serviço de Farmácia de um Hospital Universitário, onde foi observada a falta de informações importantes nas etiquetas de identificação dos medicamentos citostáticos.

Resultados: Em 100 % das informações nas etiquetas observadas, todas apresentaram informações incompletas e/ou falhas técnicas sobre o medicamento, tais como: estabilidade, informações básicas escritas manualmente, tais como tempo de infusão e classificação do medicamento, segundo o seu potencial de dano tissular por extravasamento. Adicionalmente, constatou-se que os medicamentos com nomes semelhantes (adriamicina, citarabina, daunomicina, decitabina, doxorrubicina, epirrubicina, etoposido, metotrexato, teniposido, trastuzumabe, trastuzumabe emtansina, vincristina, vinblastina, vinorelbina, vindesina), não possuíam destaques na grafia, com a finalidade de evitar equívocos na preparação das etiquetas para dispensação desses medicamentos.

Conclusão: A tecnologia de informação tem a capacidade de diminuir os Erros de Medicação que podem ocorrer em qualquer etapa da cadeia de distribuição de medicamentos. Assim, de acordo com o Protocolo Nacional de Segurança do Paciente, é imprescindível que as etiquetas para dose unitária de medicamentos citostáticos apresentem as seguintes informações: nome do medicamento na denominação comum brasileira ou internacional, lote, data de validade após fracionamento, código de barras e data matrix, nome do responsável pelo fracionamento do medicamento, parâmetros físico-químicos e classificação do medicamento de acordo com a toxicidade tissular (vesicante, irritante ou neutra).


Poster in: V Congresso Internacional de Oncologia D’Or. 24 a 25 de Novembro de 2017. Rio de Janeiro. RJ

26 de dezembro de 2017

Stability of extemporaneous erlotinib, lapatinib, and imatinib oral suspensions.

Am J Health Syst Pharm. 2016 Sep 1;73(17):1331-7. doi: 10.2146/ajhp150581.

Abstract

PURPOSE:
The stability of extemporaneously prepared erlotinib, lapatinib, and imatinib oral liquid dosage forms using two commercially available vehicles when stored at 4 and 25 °C was evaluated.
METHODS:
Three batches of extemporaneous oral suspensions were prepared for each drug. Erlotinib and lapatinib tablets were crushed and mixed in a 1:1 mixture of Ora-Plus:Ora-Sweet solution to yield 10- and 50-mg/mL suspensions, respectively. Imatinib tablets were crushed and mixed in Ora-Sweet solution to yield a 40-mg/mL suspension. Suspensions were stored in amber plastic bottles, and samples from each bottle were obtained on days 0, 1, 3, 7, 14, and 28.
RESULTS:
Erlotinib 10-mg/mL and lapatinib 50-mg/mL oral suspensions in a 1:1 mixture of Ora-Plus and Ora-Sweet retained at least 90% of their initial concentration throughout the 28-day study when stored at 25 °C. Visual inspection revealed notable viscosity changes in the erlotinib and lapatinib suspensions stored at 4 °C for 7 days and beyond. The viscosity of these preparations increased with time and was particularly evident with the erlotinib suspension, which exhibited a puddinglike texture. Imatinib 40-mg/mL oral suspension in Ora-Sweet appeared stable for up to 14 days when stored at both 25 and 4 °C.
CONCLUSION:
Erlotinib 10-mg/mL and lapatinib 50-mg/mL oral suspensions prepared from commercially available tablets were stable for at least 28 days when prepared in a 1:1 mixture of Ora-Plus:Ora-Sweet at 25 °C. Imatinib 40-mg/mL oral suspension prepared from commercially available tablets was stable for up to 14 days when prepared in Ora-Sweet and stored at 25 and 4 °C.

Copyright © 2016 by the American Society of Health-System Pharmacists, Inc. All rights reserved.

20 de outubro de 2017

Interações digitálicas na unidade de internação de hematologia de um hospital universitário: relato de caso


Gilberto Barcelos Souza1, Nayara Fernandes Paes1, Amanda Castro Domingues da Silva2, Luiz Filgueira de Melo Neto1, Rachel Nunes Ornellas1, Fabíola Giordani2, Mauricio Lauro de Oliveira Júnior1, Luiz Stanislau Nunes Chini1, Bruna Figueiredo Martins2, Mariana Souza Rocha1, Fabio Moore Nucci1, Águeda Cabral de Souza Pereira1 & Márcia de Souza Antunes1.

1Hospital Universitário Antônio Pedro, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; 2Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: farmacia@huap.uff.br.

Introdução: Interação medicamentosa potencial (IMP) é a possibilidade de um medicamento modificar a intensidade do efeito farmacológico de outro administrado concomitantemente1. A Digoxina, glicosídeo digitálico indicado no tratamento de arritmias e insuficiência cardíaca congestiva (ICC)2, apresenta baixo índice terapêutico3, devendo ter a dose cuidadosamente titulada e monitorada.  Algumas interações medicamentosas e condições clínicas podem alterar a farmacocinética da Digoxina ou a suscetibilidade do paciente à intoxicação digitálica4

Objetivo: Analisar a ocorrência de IMP entre Digoxina e outros fármacos em um paciente internado na Hematologia de um hospital universitário. 

Metodologia: Relato de caso obtido a partir de estudo prospectivo e descritivo, em que as cópias das prescrições da unidade de internação de Hematologia, foram analisadas para a identificação de IMP (CAAE n° 65893817.1.0000.5243). 

Resultados: Paciente PCS, masculino, 71 anos, portador de tricoleucemia variante, hipertensão, ICC e fibrilação atrial. Admitido no setor em 21/06/2017 com prescrição: Omeprazol 40 mg VO 1x/dia, Alopurinol 100 mg VO 1x/dia, Carvedilol 6,25 mg VO 2x/dia, Furosemida 40 mg IV 2x/dia, Espironolactona 25 mg VO 1xdia, Losartana 50 mg VO 2x/dia, Ácido acetilsalisílico 100 mg 1x/dia, Digoxina 0,25 mg VO 1x/dia e Enoxaparina 60 mg SC 2x/dia. Foram encontradas nove IMP: destas, cinco sugerindo aumento da concentração plasmática de Digoxina e risco de toxicidade digitálica (náusea, vômito e arritmia)5. Em contato com o médico prescritor, a Farmacêutica sugeriu a dosagem sérica de Digoxina e o resultado estava dentro da faixa aceitável. Entretanto, no 6º dia de internação o paciente apresentou hipomagnesemia e no 8º, hipocalemia, sinais clássicos da interação entre Digoxina e Furosemida5. Foi realizada a reposição dos eletrólitos. 

Conclusão: Cerca de seis medicamentos são prescritos por dia aos pacientes internados6. Neste relato, a presença diária da Farmacêutica na Hematologia foi fundamental para a detecção de IMP, alertando ao médico sobre a necessidade da solicitação de exames laboratoriais complementares e a realização de medidas corretivas, destacando, desta forma, a importância das atividades farmacêuticas clínicas.

Palavras-chave: Interações medicamentosas potenciais, Interações digitálicas, Farmácia Clínica.

Referências:
1.Nies AS. Princípios da terapêutica. In: Hardman JG; Limbird LE. (Org.). Goodman & Gilman: as bases farmacológicas da terapêutica. 10. ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2005, p. 35- 50.
2.Digoxina. [Bula]. Anápolis: Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A; 2016.
3.Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Brasil). Resolução n° 67, de 8 de outubro de 2007. Dispõe sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em farmácias. Diário Oficial da União 9 out. 2007; Seção 1.
4.Ooi H, Colucci WS. Tratamento farmacológico da insuficiência cardíaca. In: Hardman JG; Limbird LE. (Org.). Goodman & Gilman: as bases farmacológicas da terapêutica. 10. ed., Rio de Janeiro. McGraw-Hill, 2005, p. 679-702.
5.Micromedex® Healthcare Series: MICROMEDEX 2.0, Greenwood Village, Colorado. [acesso em 21 jun 2017] Disponível em: www.periodicos.capes.gov.br.

6.Lima REF; Cassiani SHB. Interações medicamentosas potenciais em pacientes de unidade de terapia intensiva de um hospital universitário. Rev Latino Am Enfermagem 2009:17(2): mar/abr 2009.

Poster in: 9º Congresso Riopharma de Ciências Farmacêuticas. 21 a 22 de setembro de 2017. Rio de Janeiro. RJ. Brasil.