29 de março de 2019

Dicas MOC – Estadiamento do câncer de mama com uso de aplicativo


O estadiamento do câncer de mama tornou-se mais complexo com o novo TNM que entrou em vigor no início de 2018, após a 8ª edição da American Joint Commitee on Cancer (AJCC). Por outro lado, é evidente que essas mudanças têm permitido um tratamento mais personalizado para as pacientes, tendo em vista que o novo TNM incorpora fatores biológicos e analisa um número maior de variáveis, como, grau histológico (G), HER-2, receptor estrógeno e receptor de progesterona, além de testes genômicos para grupos específicos de pacientes.
O MOC-Dicas deste mês traz como dica um aplicativo que permite facilitar o correto estadiamento das pacientes com câncer de mama.
Para apresentar a ferramenta (TNM8 Breast Cancer Calculator), convidamos o Dr. Wesley Pereira Andrade, Mastologista e Cirurgião Oncologista, idealizador do aplicativo.

28 de fevereiro de 2019

Correlação entre a dosagem sérica de vancomicina e desfechos clínicos em pacientes críticos

Thais Endson Reis1, Vinicius Machado Santos1, Carlos André Lins Ávila1, Juan Carlos Rosso Verdeal1

1Hospital Barra D’Or - Rio de Janeiro (RJ), Brasil

Objetivo: Descrever os pacientes críticos tratados com vancomicina e correlacionar os desfechos graves à primeira vancocinemia elevada após início de tratamento, com ou sem dose de ataque.

Métodos: Estudo retrospectivo realizado em hospital privado do Rio de Janeiro entre 2015 e 2017, visando analisar o efeito da primeira vancocinemia nos seguintes desfechos: complicações renais e mortalidade. Utilizamos os testes de Mann-Whitney para variáveis contínuas, log rank test para análise de sobrevida e análise multivariada por regressão logística.

Resultados: Foram incluídos 63 pacientes tratados com vancomicina. Vancocinemias elevadas (=20 mcg/dl) foram encontradas em 52,5% dos casos. Do total de pacientes, 31,7% evoluíram com disfunção renal leve (55% com vancocinemia alta) e apenas 01 necessitou de suporte dialítico. As principais causas para uso da vancomicina foram sepse de foco indeterminado (27%), infecções respiratórias (24%) e infecção de corrente sanguínea (14%). Quinze pacientes (23,8%) morreram na UTI. Não houve diferença de sobrevida entre grupos com vancocinemia. Na análise multivariada, o uso concomitante de vasopressores correlacionou-se com pior desfecho e a utilização de doses de ataque acima de 5 mg/dl foi fator protetor.

Conclusão: Não observamos correlação entre a dosagem elevada da primeira vancocinemia e disfunção renal ou óbito. A administração da dose de ataque>15mg/Kg foi associada a melhor desfecho.

E-poster in: XXIII Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva. São Paulo. SP. 2018.

28 de dezembro de 2018

Impacto do Protocolo de Sepse em unidade de terapia intensiva pediátrica oncológica no Norte do Brasil

Patricia Barbosa de Carvalho1, Jose Miguel Alves Junior1, Emmerson Carlos Franco de Farias1, Bruna da Cunha Ghammachi1, Mary Lucy Ferraz Maia1, Alayde Wanderley1, Amanda Jacomo1, Anna Maria Alves1

1Hospital Oncológico Infantil Otavio Lobo - Belém (PA), Brasil

Objetivo: Relatar o impacto do Protocolo gerenciado de Sepse na redução de mortalidade em um hospital oncológico pediátrico no norte do Brasil.

Métodos: Foram coletados dados de prontuário, bem como dados da ficha de triagem para Sepse, no período de setembro de 2016 a maio de 2018. Tais dados foram colocados em planilha word excel 2010, para posterior analise. Todos os óbitos do período foram analisados, para afastar atividade de doença ou outras causas.

Resultados: A taxa de mortalidade por sepse observada em 2016, antes da implantação do protocolo foi de 80%, sendo observado redução da mortalidade para 20% em 2017 e 8% em 2018. A taxa de  adesão ao protocolo foi de 20% em 2016, 59% em 2017 e 100% em 2018. Quanto ao desfecho alta, 0% dos pacientes que apresentaram sepse, tiveram esse desfecho em 2016; 145 dos óbitos, receberam alta em 2017 e 91% dos pacientes em sepse ou choque séptico, receberam alta em 2018. Quanto a coleta de lactato e hemocultura, 20% dos pacientes foram coletados em 2016, 70% em 2017 e 100% em 2018, com tempo médio de coleta de 40 minutos em 2017 e 20 minutos em 2018. O tempo para administração de antibioticoterapia foi de 40 min em 2017 e 28 minutos em 2018.

Conclusão: O presente estudo, revela a importância de protocolo gerenciado, além de educação continuada sobre o assunto, objetivando o reconhecimento precoce, com consequente redução de mortalidade em pacientes oncológicos pediátricos.

E-poster in: XXIII Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva. São Paulo. SP. 2018

21 de novembro de 2018

Colutório de Clorexidina, Lidocaína e Nistatina para o Tratamento de Mucosite Oral: Padronização de uma Fórmula para Uso em Pacientes em Cuidados Paliativos Oncológicos

Luiz Filgueira de Melo Neto, Maihara da Silva Borges, Camila Theodoro das Neves, Marcela Miranda Salles, Gilberto Barcelos Souza, Rachel Nunes Ornellas, Fábio Moore Nucci, Nayara Fernandes Paes, Bruna Figueiredo Martins, Rute Barbosa Santos.

Farmacêuticos. Setor de Farmácia Hospitalar. Unidade de Farmácia Clínica. Médico. Clínica de Hematologia. Hospital Universitário Antonio Pedro. Universidade Federal Fluminense. Niterói. Rio de Janeiro. Brasil.  E-mail: farmacia@huap.uff.br

Introdução: Mucosites são inflamações da mucosa da boca, que podem provocar ulcerações, desconforto e dor forte. A maioria dos quimioterápicos pode causar mucosite. O tratamento da mucosite oral é um desafio para todos os profissionais de saúde por poder comprometer a nutrição dos doentes, a higiene oral, a qualidade de vida e ainda aumentar o risco de desenvolvimento de infeções orais. 

Objetivo: Escolha de uma fórmula farmacêutica magistral para o tratamento de mucosite, que seja barata, simples, eficaz e que possa ser reproduzida em hospitais da rede pública. 

Método: Realizou-se a busca ativa no período de agosto de 2018 nos sites especializados: Stabilis.org (France); Serviço de Farmácia do Hospital Universitário de Genebra. Suisse e complementando com fontes terciárias citadas. Stabilis. Disponível em: http://www.stabilis.org. Acesso em 27 de agosto de 2018; Le soins de bouche. Service de Pharmacie. Centre Hospitalier Universitaire Vaudois. Disponível em: http://www.chuv.ch. Acesso em: 13 de junho de 2018; Formulaire Therapeutic Magistral. Disponível em: http://www.fagg-afmps.be. Acesso em 13 de agosto de 2018; Lidocaine 2% Diphenhydramine 0,5% Dexamethasone Sodium Phosphate 0,05% Solution. Disponível em: http://www.compoundingmatters.com. Acesso em 28 de agosto de 2018; Lidocaína 5% Viscosa. Servicio de Farmacia. Institut Catala d’Oncologia-Duran y Reynalds. Barcelona. 2017. 

Resultados: Numa pesquisa anteriormente realizada, localizamos mais de 20 formulações para uso no tratamento da mucosite. A fórmula escolhida para ser padronizada no Hospital Universitário apresenta a seguinte composição: Digluconato de Clorexidina 0,12% (2 mL) + Nistatina Suspensão Oral 100.000 unidades/mL (20 mL), Cloridrato de Lidocaína 2% Sem Vasoconstritor (40 mL) + Essência da Canela ou Hortelã (8 gotas) + Água Para Injeção qs. 100 mL. Estabilidade de 14 dias sob refrigeração. Esta fórmula pode ser reproduzida com as apresentações comerciais existentes normalmente no Serviço de Farmácia. 

Conclusão: A ausência de uma formulação de tratamento para a mucosite reforça a multidisciplinaridade, sendo fundamental a participação do farmacêutico clínico na orientação e no estudo para desenvolver uma formulação adequada para o hospital.

Pôster Eletrônico no VI CONGRESSO INTERNACIONAL ONCOLOGIA D’OR, realizado nos dias 9 e 10 de novembro de 2018, no WINDSOR OCEÂNICO HOTEL.

15 de setembro de 2018

Erros de Medicamentos Identificados por Farmacêuticos em uma Central de Misturas Intravenosas de um Hospital Oncológico

Douglas Abramoski Ribeiro1; Isabelle Watanabe Daniel1; Kelly Karoline dos Santos1; Karina da Silva Aguiar1; Jamile Machado dos Santos1; Monica Cristina Cambrussi1; Solane Picolotto1; Marcela Bechara Carneiro1

1 Hospital Erasto Gaertner. Curitiba (PR), Brasil.
Endereço para correspondência: Douglas Abramoski Ribeiro. Rua Dr. Ovande do Amaral, 201. Curitiba (PR), Brasil. CEP 81520-060. E-mail: douglas_aribeiro@hotmail.com.

Introdução: Os erros de medicamentos acarretam morbi-mortalidade e podem ser evitáveis, tornando-se relevante identificar a natureza dos erros para ações de prevenção, em especial para medicamentos de baixo índice terapêutico como os antineoplásicos.

Objetivo: Identificar os possíveis problemas relacionados a medicamentos (PRM), encontrados durante o processo de análise de prescrição pelos farmacêuticos da Central de Misturas Intravenosas (CMIV).

Método:
Trata-se de um estudo retrospectivo realizado de julho a agosto de 2016 em um hospital oncológico do Brasil e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa local. Todas as prescrições médicas eletrônicas contendo antineoplásicos e fármacos adjuvantes recebidas na Central de Misturas Intravenosas foram avaliadas e validadas pelos farmacêuticos do setor. Os PRMs detectados foram discutidos com o prescritor e posteriormente registrados. As variáveis analisadas foram: tipo de atendimento (ambulatorial ou internamento), medicamento envolvido, problema relacionado ao medicamento, intervenção farmacêutica (IF), aceitabilidade.

Resultados: Foram avaliadas 6104 prescrições, que corresponderam a 12128 medicamentos a serem preparados. Identificaram-se PRM em 274 prescrições (4,5%) envolvendo 324 medicamentos (2,7%), sendo os principais PRM: informação necessária faltando na prescrição (ex. diluente, tempo de infusão) (n=117; 36,1%), subdose (n=35; 10,8%), problema farmacocinético requerendo ajuste de dose (n=34; 10,5%) e sobredose (n=29; 9,0%). No total, 44 medicamentos diferentes apresentaram algum PRM, sendo os principais: ácido zoledrônico (n=47, 14,5%), trastuzumabe (n=43, 13,3%) e carboplatina (n=34, 10,5%). Foram identificados 98 PRMs envolvendo a dose prescrita, representando 32,1% no total. Em 50% dos casos a dose estava acima do recomendado. Em 71 casos (72,4%) a dose prescrita desviou em mais de 10% da dose correta e em 13 casos (13,3%) essa variação foi maior do que 50%. A aceitabilidade da IF pela equipe médica foi de 98%, sendo as mais realizadas: inclusão de informações faltantes (n=117; 36,1%), alteração de dose (n=97; 29,9%) e cancelamento da prescrição (n=43, 13,3%). Conclusão: As IF realizadas a partir da análise de prescrições são capazes de identificar PRM e prevenir eventos adversos, fortalecendo e amplificando o papel do farmacêutico na equipe assistencial e na segurança do paciente.

Palavras-chave: Assistência Farmacêutica; Erros de Medicação; Institutos do Câncer.

Poster in: IX CONGRESSO BRASILEIRO DE FARMACÊUTICOS EM ONCOLOGIA. 2018.

29 de agosto de 2018

Perfil da Reconciliação Medicamentosa na Admissão de Pacientes Oncológicos e Pacientes em Cuidados Paliativos Internados em um Hospital Filantrópico de Grande Porte

Giselle Amorim Lira1; Daniel Porto Barbosa1; Lizete Gomes Carvalho Vitorino Filha1

1 Santa Casa de Misericórdia de Maceió. Maceió (AL), Brasil. Endereço de correspondência: Giselle Amorim Lira. Rua Barão de Maceió, 288, Centro, Maceió (AL), Brasil. CEP 57020-360. E-mail: gamorim017@gmail.com.

Introdução: Cuidados paliativos, segundo a Organização Mundial de Saúde, “é abordagem que promove qualidade de vida de pacientes e familiares diante de doenças que ameaçam a continuidade da vida, através de prevenção e alívio do sofrimento.” Importante aspecto é o uso de medicamentos para tratar os sintomas e medidas de conforto do paciente. A assistência farmacêutica é realizada com a monitorização da terapêutica farmacológica e com a Reconciliação Medicamentosa (RM), processo de obtenção de uma lista precisa e atualizada dos medicamentos que o paciente usa em domicílio, comparada com as prescrições médicas feitas na admissão, transferência e alta hospitalar, buscando evitar ou minimizar erros de omissão, duplicidade terapêutica e interação medicamentosa.

Objetivo: O trabalho teve como objetivo demonstrar o processo de RM na admissão de pacientes oncológicos e em cuidadospaliativos destacando a adesão da equipe médica e os principais motivos para a não reconciliação.

Métodos: Estudo realizado durante o ano 2017, com pacientes oncológicos internados e em cuidados paliativos. Foram coletadas listas dos medicamentos de uso domiciliar com o paciente ou acompanhante através de entrevista nas primeiras 48 horas de internação. Os pacientes incapazes de se comunicar verbalmente e que estavam desacompanhados foram excluídos. Para as discrepâncias encontradas foram realizadas intervenções junto à equipe médica pessoalmente, por telefone ou via internet. As informações coletadas foram compiladas em planilhas eletrônicas.

Resultados: Foram entrevistados 1312 pacientes e encontrados 384 erros relacionados à omissão de medicamento de uso domiciliar, sendo realizadas intervenções junto à equipe médica. Destaca-se que 93% dos pacientes entrevistados foram reconciliados na admissão e 91% das intervenções propostas obtiveram adesão médica. O principal motivo de não reconciliação foi a não adesão do médico à intervenção proposta (22%), seguido de paciente/acompanhante que não soube informar medicamentos domiciliares (23%), impossibilidade do contato com o médico (18%), alta hospitalar antes do contato com o médico (19%) e óbito antes do contato farmacêutico com o médico (18%).

Conclusão: Os resultados demonstram que a RM preveniu eventos relacionados a omissão de medicamentos de uso domiciliar, sendo eficiente na redução das discrepâncias encontradas e garantindo a continuidade da terapêutica durante a hospitalização, contribuindo para a segurança dos pacientes avaliados.

Palavras-chave: Reconciliação Medicamentosa; Oncologia; Cuidado.

Poster in: IX CONGRESSO BRASILEIRO DE FARMACÊUTICOS EM ONCOLOGIA. 2018.