Gilberto Barcelos Souza. Farmacêutico. Trabalhou durante 40 anos no Serviço de Farmácia do Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP) ● Universidade Federal Fluminense (UFF) ● 30 Livros publicados ● Extravasamento ● Oncológicos Injetáveis ● Oncológicos Orais ● Imunoterápicos ● Protocolos Quimioterapia ● Interações em Oncologia ● Manipulação Magistral ● Guia Medicamentos Injetáveis ● Oncologia Pediátrica ● Editor do www.meuslivrosdefarmacia.com.br. Editor do www.meuslivrosdeoncologia.com.br
15 de maio de 2018
8 de maio de 2018
Epirrubicina: extravasamento e riscos ocupacionais
Riscos
extravasamento: oncológico;
irritante(17), VESICANTE.
(9,13,16,17,18,19,20,21)
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Medicamento
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pH
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Osmol
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Excipientes
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Extravasamento
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Cloridrato de Epirrubicina
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3
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240-340
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Lactose
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Vesicante
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Riscos
ocupacionais: Tempo residual no corpo do paciente: 6 dias; 7 dias (urina), 5 dias
(fezes). Tempo recomendado após
quimioterapia para uso dos EPI: 3 dias para urina. É considerado
tóxico pela 2012
OSHA HD List, 2016 NIOSH HD List, BCCA HD List.Este produto não contém nenhum
carcinogênico ou possível carcinogênico, segundo os registros da OSHA, IARC ou
NTP. Gravidez
FDA categoria D. Após descontaminação, colocar todos os
materiais num recipiente adequado, selar, rotular: Resíduos de Medicamentos Perigosos.(10,11,12,23,24)
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EPI
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Limpeza
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Incineração
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Cancerígeno
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Observações
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Usar na administração dos medicamentos
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Hipoclorito 2% Água estéril
Detergente
Álcool 70%
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Temperatura de decomposição
acima de 185ºC
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Cancerígeno para seres humanos
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Evitar
o contato com a pele, roupas e olhos
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Limpeza: descontaminar com
hipoclorito 2% + remoção do resíduo com água estéril + solução detergente
antibacteriana em compressa estéril + desinfecção da área com álcool 70%.
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21 de março de 2018
Vorinostat: uso off-label na manipulação magistral
Vorinostat 100 mg Cápsula (20), Veículo Suspensor Oral
q.s.p....40 mL. Este
produto deve ser preparado em sala classificada, seguindo protocolos para reconstituição
de soluções de drogas citostáticas. Em recipiente adequado pulverizar as
cápsulas. Adicionar 20 mL de veículo e misturar. Adicionar o veículo em porções,
misturando cada adição. Estabilidade de 14 dias em temperatura ambiente. Fórmula do veículo suspensor oral:
goma xantana (0,05 g), sorbitol 70% (25 mL), glicerina (10 mL), sacarina (0,1
g), metilparabeno (0,1 g), ácido cítrico monohidratado (1,5 g), citrato de
sódio dihidratado (2 g), sorbato de potássio (0,1 g) e água purificada q.s.p
100 mL. Referência
bibliográfica: Fouladi M, Park JR, Stewart CF, Gilbertson RJ,
Schaiquevich P, Sun J,Reid JM, Ames MM, Speights R, Ingle AM, Zwiebel J, Blaney
SM,Adamson PC. Pediatric phase
I trial and pharmacokinetic study ofvorinostat: achildren’s oncology group phase
I- consortium report. J Clin Oncol
2010;28(22):3623-3629.
28 de fevereiro de 2018
Padronização de
etiquetas para o manejo de medicamentos citostáticos com foco na segurança do
paciente em um hospital de ensino
Gilberto Barcelos Souza1 ,
Luiz Filgueira de Melo Neto2, Fernando Sergio Silva Ferreiro1,
Márcia de Souza Antunes1, Fabio Moore Nucci1, Mariana
Souza Rocha1 , Águeda Cabral de Souza Pereira1 , Luiz
Stanislau Nunes Chini1 , Amanda Castro Domingues da Silva1, Bruna
Figueiredo Martins1
1Hospital
Universitário Antônio Pedro, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; 2Universidade
Salgado de Oliveira, São Gonçalo, Rio de Janeiro, Brasil.
Introdução: Dentre as diversas
estratégias para diminuir os erros de medicação no âmbito da Farmácia Hospitalar
está o uso do sistema de distribuição de medicamentos em dose unitária, neste
contexto, uma das atribuições do Farmacêutico é aperfeiçoar o processo de
unitarização de doses.
Objetivo: Garantir a Segurança
do Paciente com a padronização das embalagens secundárias dos medicamentos citostáticos,
visando a diminuição de erros.
Método: Trata-se de uma
pesquisa descritiva, realizada no Serviço de Farmácia de um Hospital
Universitário, onde foi observada a falta de informações importantes nas
etiquetas de identificação dos medicamentos citostáticos.
Resultados: Em 100 % das informações
nas etiquetas observadas, todas apresentaram informações incompletas e/ou falhas
técnicas sobre o medicamento, tais como: estabilidade, informações básicas
escritas manualmente, tais como tempo de infusão e classificação do
medicamento, segundo o seu potencial de dano tissular por extravasamento. Adicionalmente,
constatou-se que os medicamentos com nomes semelhantes (adriamicina,
citarabina, daunomicina, decitabina, doxorrubicina, epirrubicina, etoposido,
metotrexato, teniposido, trastuzumabe, trastuzumabe emtansina, vincristina,
vinblastina, vinorelbina, vindesina), não possuíam destaques na grafia, com a
finalidade de evitar equívocos na preparação das etiquetas para dispensação
desses medicamentos.
Conclusão: A tecnologia de
informação tem a capacidade de diminuir os Erros de Medicação que podem ocorrer
em qualquer etapa da cadeia de distribuição de medicamentos. Assim, de acordo
com o Protocolo Nacional de Segurança do Paciente, é imprescindível que as
etiquetas para dose unitária de medicamentos citostáticos apresentem as
seguintes informações: nome do medicamento na denominação comum brasileira ou
internacional, lote, data de validade após fracionamento, código de barras e data
matrix, nome do responsável pelo fracionamento do medicamento, parâmetros
físico-químicos e classificação do medicamento de acordo com a toxicidade
tissular (vesicante, irritante ou neutra).
Poster
in:
V Congresso Internacional de Oncologia D’Or. 24 a 25 de Novembro de 2017. Rio
de Janeiro. RJ
26 de dezembro de 2017
Stability of extemporaneous erlotinib, lapatinib, and imatinib oral suspensions.
Am J Health Syst Pharm. 2016
Sep 1;73(17):1331-7. doi: 10.2146/ajhp150581.
Abstract
PURPOSE:
The stability of extemporaneously prepared erlotinib, lapatinib, and
imatinib oral liquid dosage forms using two commercially available vehicles
when stored at 4 and 25 °C was evaluated.
METHODS:
Three batches of extemporaneous oral suspensions were prepared for each
drug. Erlotinib and lapatinib tablets were crushed and mixed in a 1:1 mixture
of Ora-Plus:Ora-Sweet solution to yield 10- and 50-mg/mL suspensions,
respectively. Imatinib tablets were crushed and mixed in Ora-Sweet solution to
yield a 40-mg/mL suspension. Suspensions were stored in amber plastic bottles,
and samples from each bottle were obtained on days 0, 1, 3, 7, 14, and 28.
RESULTS:
Erlotinib 10-mg/mL and lapatinib 50-mg/mL oral suspensions in a 1:1
mixture of Ora-Plus and Ora-Sweet retained at least 90% of their initial
concentration throughout the 28-day study when stored at 25 °C. Visual
inspection revealed notable viscosity changes in the erlotinib and lapatinib
suspensions stored at 4 °C for 7 days and beyond. The viscosity of these
preparations increased with time and was particularly evident with the
erlotinib suspension, which exhibited a puddinglike texture. Imatinib 40-mg/mL
oral suspension in Ora-Sweet appeared stable for up to 14 days when stored at
both 25 and 4 °C.
CONCLUSION:
Erlotinib 10-mg/mL and lapatinib 50-mg/mL oral suspensions prepared from
commercially available tablets were stable for at least 28 days when prepared
in a 1:1 mixture of Ora-Plus:Ora-Sweet at 25 °C. Imatinib 40-mg/mL oral
suspension prepared from commercially available tablets was stable for up to 14
days when prepared in Ora-Sweet and stored at 25 and 4 °C.
Copyright © 2016 by the American Society of Health-System Pharmacists,
Inc. All rights reserved.
29 de novembro de 2017
20 de outubro de 2017
Interações digitálicas na unidade de internação de hematologia de um hospital universitário: relato de caso
Gilberto Barcelos Souza1, Nayara Fernandes Paes1, Amanda Castro Domingues da Silva2, Luiz Filgueira de Melo Neto1, Rachel Nunes Ornellas1, Fabíola Giordani2, Mauricio Lauro de Oliveira Júnior1, Luiz Stanislau Nunes Chini1, Bruna Figueiredo Martins2, Mariana Souza Rocha1, Fabio Moore Nucci1, Águeda Cabral de Souza Pereira1 & Márcia de Souza Antunes1.
1Hospital
Universitário Antônio Pedro, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; 2Universidade Federal
Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: farmacia@huap.uff.br.
Introdução: Interação
medicamentosa potencial (IMP) é a possibilidade de um medicamento modificar a
intensidade do efeito farmacológico de outro administrado concomitantemente1. A
Digoxina, glicosídeo digitálico indicado no tratamento de arritmias e
insuficiência cardíaca congestiva (ICC)2, apresenta baixo
índice terapêutico3, devendo ter a dose cuidadosamente
titulada e monitorada. Algumas interações medicamentosas e condições
clínicas podem alterar a farmacocinética da Digoxina ou a suscetibilidade do
paciente à intoxicação digitálica4.
Objetivo: Analisar a
ocorrência de IMP entre Digoxina e outros fármacos em um paciente internado na Hematologia
de um hospital universitário.
Metodologia: Relato de
caso obtido a partir de estudo prospectivo e descritivo, em que as cópias das
prescrições da unidade de internação de Hematologia, foram analisadas para a
identificação de IMP (CAAE n° 65893817.1.0000.5243).
Resultados: Paciente
PCS, masculino, 71 anos, portador de tricoleucemia variante,
hipertensão, ICC e fibrilação atrial. Admitido no setor em
21/06/2017 com prescrição: Omeprazol 40 mg VO 1x/dia, Alopurinol 100
mg VO 1x/dia, Carvedilol 6,25 mg VO 2x/dia, Furosemida 40 mg IV 2x/dia,
Espironolactona 25 mg VO 1xdia, Losartana 50 mg VO 2x/dia, Ácido
acetilsalisílico 100 mg 1x/dia, Digoxina 0,25 mg VO 1x/dia e Enoxaparina 60 mg
SC 2x/dia. Foram encontradas nove IMP: destas, cinco sugerindo aumento da
concentração plasmática de Digoxina e risco de toxicidade digitálica (náusea,
vômito e arritmia)5. Em contato com o médico prescritor, a Farmacêutica
sugeriu a dosagem sérica de Digoxina e o resultado estava dentro
da faixa aceitável. Entretanto, no 6º dia de internação o paciente apresentou hipomagnesemia
e no 8º, hipocalemia, sinais clássicos da interação entre Digoxina e Furosemida5.
Foi realizada a reposição dos eletrólitos.
Conclusão: Cerca
de seis medicamentos são prescritos por dia aos pacientes internados6.
Neste relato, a presença diária da Farmacêutica na Hematologia foi fundamental
para a detecção de IMP, alertando ao médico sobre a necessidade da solicitação de
exames laboratoriais complementares e a realização de medidas corretivas,
destacando, desta forma, a importância das atividades farmacêuticas clínicas.
Palavras-chave: Interações medicamentosas
potenciais, Interações digitálicas, Farmácia Clínica.
Referências:
1.Nies AS. Princípios da terapêutica. In: Hardman JG; Limbird LE. (Org.). Goodman
& Gilman: as bases farmacológicas da terapêutica. 10. ed. Rio de Janeiro:
McGraw-Hill, 2005, p. 35- 50.
2.Digoxina.
[Bula]. Anápolis: Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A; 2016.
3.Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Brasil). Resolução n° 67, de 8 de outubro de 2007. Dispõe
sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para
Uso Humano em farmácias. Diário Oficial da União 9 out. 2007; Seção 1.
4.Ooi H, Colucci WS. Tratamento
farmacológico da insuficiência cardíaca. In: Hardman JG; Limbird LE. (Org.).
Goodman & Gilman: as bases farmacológicas da terapêutica. 10. ed., Rio de
Janeiro. McGraw-Hill, 2005, p. 679-702.
5.Micromedex®
Healthcare Series: MICROMEDEX 2.0, Greenwood Village, Colorado. [acesso em 21
jun 2017] Disponível em: www.periodicos.capes.gov.br.
6.Lima REF; Cassiani
SHB. Interações medicamentosas potenciais em pacientes de unidade de terapia
intensiva de um hospital universitário. Rev Latino Am Enfermagem 2009:17(2): mar/abr
2009.
Poster in: 9º Congresso Riopharma de Ciências Farmacêuticas. 21 a 22 de setembro de 2017. Rio de Janeiro. RJ. Brasil.
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