31 de março de 2016

ESTUDO PILOTO DE UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS ANTIEMÉTICOS EM UMA UNIDADE DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA

Naiane Roveda Marsilio, Gabriella Calvi Sampaio, Denise Bueno

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Objetivo: Avaliar a utilização de medicamentos antieméticos em uma unidade de oncologia pediátrica de um hospital universitário de Porto Alegre através de um estudo piloto.

Métodos: Estudo transversal, observacional, com análise de prontuários eletrônicos de pacientes internados em uma unidade de oncologia pediátrica de um hospital universitário de Porto Alegre. Foram analisados prontuários de pacientes com idades entre 0 e 18 anos recebendo quimioterapia. Para análise dos dados, foram pesquisadas as seguintes variáveis: idade, sexo, diagnóstico, período de internação, regime quimioterápico, potencial emetogênico, regime antiemético e frequência de emese e sua gravidade.

Resultados: Foram analisados 30 prontuários. A profilaxia antiemética foi realizada em todos os pacientes pesquisados, sendo a ondansetrona e o dimenidrinato os medicamentos mais utilizados. Os medicamentos antieméticos foram administrados em politerapia, com o predomínio da combinação ondansetrona, dimenidrinato e metoclopramida. Os episódios de vômitos ocorreram em 43,3% dos casos, sendo mais frequentes nos pacientes que receberam quimioterapia de alto risco emetogênico.

Conclusão: Os casos de câncer em crianças e a frequência de episódios de náuseas e vômitos como efeitos adversos do tratamento quimioterápico justificam pesquisas contínuas nessa área, com o intuito de qualificar a assistência à saúde desta população.

 Rev. Bras. Farm. Hosp. Serv. Saúde São Paulo v.5 n.1 42-47 jan./mar. 2014

29 de fevereiro de 2016

Interações Medicamentosas com Tamoxifeno na Prática Clínica

Kamila Mesacasa Trentin - Universidade de Passo Fundo / RS
Mariane Roman - Universidade de Passo Fundo / RS
Siomara Regina Hahn - Universidade de Passo Fundo / RS
Mateus Tatsch de Mello - Hospital da Cidade de Passo Fundo / RS
Carla Beatrice Crivellaro Gonçalves - Universidade de Passo Fundo / RS

Introdução: Tamoxifeno é um fármaco utilizado por pacientes em tratamento contra câncer de mama que apresentam positividade para receptor de estrogênio HER-2, sendo antagonista direto nesses receptores em células mamárias, proporcionado redução do crescimento desordenado destas. Embora sua utilização seja segura, existem interações medicamentosas com alguns antidepressivos da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina que abrangem interações farmacocinéticas de metabolismo e farmacodinâmicas devido a redução do metabólito ativo do tamoxifeno, o endoxifeno.

Objetivos: Avaliar a incidência de interações entre o tamoxifeno e antidepressivos em pacientes que usam essa terapia.

Métodos: Este estudo foi desenvolvido em maio e junho 2013, onde foi realizada uma entrevista com pacientes que retiram tamoxifeno no serviço de oncologia através de um questionário estruturado que buscou informações sobre o paciente, a doença e a terapia. O projeto foi aprovado pela Comissão de Ética em Pesquisa da universidade sob número CAAE nº 14699213.4.0000. Resultados: 94 pacientes retiram tamoxifeno mensalmente no serviço de oncologia e destes, 43 pacientes foram entrevistados, sendo 41 (95,3%) do sexo feminino. Destes, 22 (51,2%) não utilizam antidepressivos, 5 (11,6%) já usaram anteriormente e 16 (37,2%) fazem uso atualmente concomitante ao tamoxifeno. Os fármacos antidepressivos citados foram fluoxetina (6/37,5%), sertralina (4/25%), paroxetina (3/18,8%), venlafaxina (2/12,5%) e desvenlafaxina (1/6,3%).

Conclusões: Fluoxetina, sertralina e paroxetina apresentam interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas com tamoxifeno que pode comprometer a efetividade da terapia antineoplásica. Já venlafaxina, desvenlafaxina e citalopram são fármacos desprovidos dessa propriedade, podendo ser uma alternativa terapêutica para os pacientes que precisam ser tratados com antidepressivos concomitante com tamoxifeno.

Congresso de Farmácia Hospitalar: IX Brasileiro e II Sulamericano - 2013

31 de janeiro de 2016

MANUAL DE 184 MEDICAMENTOS CITOSTÁTICOS



Manual de Medicamentos Citostáticos é um livro com todos os fundamentos necessários para uso pela Equipe Multiprofissional que atuam em Unidades ou Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON), que apresenta informações sobre medicamentos citostáticos para todos os estudantes e profissionais da área de saúde, com o objetivo de complementar uma abordagem multiprofissional ao paciente oncológico. Livro contendo 184 medicamentos e com os seguintes capítulos: glossário farmacêutico, glossário de oncologia, lista de abreviaturas e siglas, tabela geral de diluição, manipulação de drogas citostáticas, PGRSS com pictogramas e símbolos de identificação de grupos de resíduos, medicamentos com resumo das toxicidades e as monografias dos medicamentos. Considero este livro uma futura publicação multiprofissional indispensável para todos os profissionais da área de saúde, que necessitam de informações atualizadas e precisas, abordando de maneira clara, simples e objetiva os estudos, principalmente, sobre protocolos para extravasamento, em condutas na superdose e na contaminação acidental, normas do PGRSS, assim como a diluição, compatibilidade e estabilidade de medicamentos citostáticos.   Neste sentido, o livro aborda as seguintes informações:
  • Agradecimentos
  • Nota
  • Apresentação
  • Prefácio
  • Introdução
  • Glossário farmacêutico
  • Glossário de oncologia
  • Lista de abreviaturas e siglas
  • Tabela de conversão p/ diluição (mg para mcg)
  • Tabela de conversão p/ diluição (g para mg)
  • Manipulação de medicamentos citostáticos
  • PGRSS
  • Medicamentos e resumos das toxicidades
  • Monografias dos medicamentos citostáticos
  • Índice geral dos medicamentos

Tópicos de abordagem:

  • nome genérico do produto
  • nomes comerciais
  • sinonímia e outras denominações
  • forma farmacêutica
  • categoria terapêutica
  • farmacocinética
  • posologia
  • reações adversas
  • regimes especiais de posologia
  • alertas de administração
  • precauções
  • interações medicamentosas
  • condutas na superdose
  • medidas após a contaminação acidental
  • protocolo para extravasamento
  • biossegurança ocupacional
  • normas internacionais de transporte do produto
  • PGRSS
  • estabilidade da solução reconstituída no frasco de vidro
  • concentração após reconstituição no frasco de vidro
  • vias e formas de administração
  • diluentes
  • volume final e tempo de infusão
  • compatibilidade com as soluções e com os equipamentos
  • incompatibilidade com as soluções e com os equipamentos
  • estabilidade em seringa plástica
  • estabilidade em bolsa plástica de PVC, poliolefina, PEBD e de EVA

26 de dezembro de 2015

Stability of Bevacizumab Divided in Multiple Doses for Intravitreal Injection

Nopasak Phasukkijwatana, Jutalai Tanterdtham, Daroonporn Lertpongparkpoom
 

Objective: To investigate the stability of bevacizumab in multiple doses divided from a single-use vial for intravitreal injection after storage at 4°C for up to six months and under drug transfer condition in tropical climate.

Material and Method: Five syringes (0.1 mL, 2.5 mg) of bevacizumab were withdrawn each from five new bevacizumab single-use vials (4 mL, 100 mg) under sterile technique. The concentration of bevacizumab in each syringe was measured at two dilutions (2x106 and 4x106 fold) using enzyme-linked immunosorbent assay at baseline and after storage at 4°C for 1-, 3-, and 6-month. Each assay was performed at least twice. To simulate the drug transfer condition, bevacizumab was placed in a brown plastic bag and put in another transfer plastic bag with an ice cube for 30 minutes prior to the assay at 1-, 3-, and 6-month.

Results: The concentrations of bevacizumab (mean ± standard deviation) at baseline, 1-, 3-, and 6-month were 26.24±1.95, 25.43±3.80, 27.87±2.81, and 24.25±2.00 mg/mL, respectively. The lowest lower limit of 95% confidence interval for the mean concentration was 23.32 mg/mL at 6-month storage, which was 89% of the mean baseline concentration and considered to be non-inferior to the baseline concentration.

Conclusion: Bevacizumab in a single-use vial could be divided into multiple small doses for intravitreal injection with sufficient stability when refrigerated at 4°C for up to six months and under the drug transfer condition in tropical climate.

JOURNAL OF THE MEDICAL ASSOCIATION OF THAILAND, Vol 98, No 8

26 de novembro de 2015

REVIEW OF ABSENCE OR PRESENCE OF LACTOSE IN ORAL CYTOSTATIC DRUGS


MA Arias Moya*, EM Martín Gozalo, P Pelegrin Torres, M Forte Pérez-Minayo, E Castillo Bazán, FJ Bécares Martínez, M Bonilla Porras, M Hernández Segurado.

Hospital Universitario Fundación Jimenez Diaz, Pharmacy, Madrid, Spain

Background In humans, lactase activity continues after weaning and in adulthood in about 30% of the population (lactase persistence), but in the others the lactase enzyme is absent (alactasia) or deficient (hypolactasia). It is important to be aware that lactose is often present in a wide range of medicines in higher amounts than previously suspected. It is well known that most patients with lactose intolerance can ingest up to 10–12 g without experiencing symptoms. Others consider the safety limit to be as low as 5 g. However in clinical practice, it is very common to find individuals who have symptoms of lactose intolerance after consuming only very small quantities of the sugar.

Purpose To discover the presence or absence of lactose in the oral cytostatic drugs most commonly used in a third level university hospital.

Material and methods A descriptive study. We reviewed the product information of the commonly used cytostatic drugs.

Results A total of 94 drugs (31 active ingredients) with different doses and manufacturers was reviewed. 48.6% of the active medicines contained lactose as excipient. The median was 84 mg lactose. The oral cytostatic with most of this excipient was Revlimid 10mg whose lactose content was 294 mg and the least was capecitabine 150 mg Accord EFG with 7 mg of lactose.

Conclusion The sensitivity to lactose is variable between individuals so it is important to know the degree of individual lactose intolerance and the absence or presence of it in the medicines and in what quantity

Eur J Hosp Pharm 2015;22(Suppl 1):A1–A230

12 de outubro de 2015

PGRSS E PROTOCOLOS DE BIOSSEGURANÇA OCUPACIONAL PARA O DESCARTE DO TRASTUZUMABE: REVISÃO DE LITERATURA

GILBERTO BARCELOS SOUZA; CAMILA M. D. FONSECA;  JOYCE M. O. CUNHA;  ANTONIA MARIA PINHEIRO; RACHEL NUNES ORNELLAS

Serviço de Farmácia - Hospital Universitário Antonio Pedro - Universidade Federal Fluminense

Introdução: O Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde é o documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos, observadas suas características, no âmbito dos estabelecimentos, contemplando os aspectos referentes à geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e destinação final, bem como a proteção à saúde pública. A Classificação dos RSS objetiva destacar a composição desses resíduos.

Objetivos: Como não existe um consenso que possibilite a padronização dos procedimentos após a ocorrência da manipulação farmacêutica, o objetivo deste trabalho é comparar protocolos específicos descritos em diversas literaturas apontando os benefícios das padronizações dessas medidas.

Metodologia: Realizou-se a busca de publicações nas bases de dados PUBMED, MEDLINE, de agosto a outubro de 2014, para os seguintes descritores: drug waste, oncologic nursing, extravasation, vesicant, chemotherapy.

Resultados:  Ecotoxicidade: n ão descartar na á gua. Neutralização química d os resíduos: evitar
contaminação. Terminada a descontaminação colocar os EPIs, frascos, seringas, agulhas, ampolas, campo operatório, equipos, soluções e esponjas em saco duplo de plástico, selá-lo e rotular como RESÍDUOS DE CITOSTÁTICOS e incinerar a 1000º C. Transporte: bombona de polietileno de alta densidade (PEAD). Todas as bombonas contendo resíduos devem estar identificadas por rótulo padronizado. Evitar quebra dos frascos.

Conclusão: No Brasil existem divergências em relação ao tratamento dos resíduos químicos. Entre medidas citadas destacam-se o descarte apropriado. Caso a mistura contenha químicos perigosos, descartar como resíduo químico. Para minimizar o risco de exposição dermatológica, sempre utilizar luvas para manipular. Isto inclui todas as atividades em clínicas, farmácias, estoques e outros, incluindo a abertura da embalagem e inspeção, transporte, preparo da dose, administração. Usar EPIs no manejo dos RSS.

Palavras-Chave: Citostáticos | PGRSS | Quimioterapia

Anais do 13º Congresso de Farmácia e Bioquímica de Minas Gerais - Os novos caminhos para o farmacêutico - ano 2015 / Conselho Regional de Farmácia do Estado de Minas Gerais