27 de janeiro de 2020

Novo coronavírus (2019-nCoV)


Introdução

Diante da emergência por doença respiratória, causada por agente novo coronavírus (2019-nCoV), conforme casos detectados na cidade de Wuhan, na China e considerando-se as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), as equipes de vigilância dos estados e municípios, bem como quaisquer serviços de saúde, devem ficar alerta aos casos de pessoas com sintomatologia respiratória e que apresentam histórico de viagens para areas de transmissão local nos últimos 14 dias. Mais informações a respeito podem ser obtidas no link na Organização Mundial da Saúde (https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019).

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas clínicos referidos são principalmente respiratórios. Por exemplo: febre, tosse e dificuldade para respirar.

Definição de transmissão local

Definimos com transmissão local, a confirmação laboratorial de transmissão do 2019-nCoV entre pessoas com vínculo epidemiológico comprovado. Geralmente para os coronavirus (SARS e MERS) essa transmissão ocorre entre os contatos próximos e profissionais de saúde.

Notificação

Os casos suspeitos, prováveis e confirmados devem ser notificados de forma imediata (até 24 horas) pelo profissional de saúde responsável pelo atendimento, ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde Nacional (CIEVS) pelo telefone (0800 644 6645) ou e-mail (notifica@saude.gov. br). As informações devem ser inseridas na ficha de notificação (http://bit.ly/2019-ncov) e a CID10 que deverá ser utilizada é a: B34.2 – Infecção por coronavírus de localização não especificada.

Procedimentos para diagnóstico laboratorial

A. Coleta
Usar equipamento de proteção individual (EPI) adequado, que inclui luvas descartáveis, avental e proteção para os olhos ao manusear amostras potencialmente infecciosas bem como uso de máscara N95 durante procedimento de coleta de materiais respiratórios com potencial de aerossolização (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro).

A realização de coleta de amostra, está indicada sempre que ocorrer a identificação de caso suspeito.
Orienta-se a coleta de aspirado de nasofaringe (ANF) ou swabs combinado (nasal/oral) ou também amostra de secreção respiratória inferior (escarro ou lavado traqueal ou lavado bronca alveolar).
 
É necessária a coleta de 2 amostras na suspeita de 2019-nCoV. As duas amostras serão encaminhadas com urgência para o LACEN. O LACEN deverá entrar em contato com a CGLAB para solicitação do transporte. Uma das amostras será enviada ao Centro Nacional de Influenza (NIC) e outra amostra será enviada para análise de metagenômica.

B. Transporte
O Ministério da Saúde - MS, disponibiliza o transporte das amostras via Voetur, que em casos de emergência trabalha em esquema de plantão, inclusive nos finais de semana. O Lacem deverá realizar a solicitação do transporte, mediante requerimento padrão, que deve ser enviado ao e-mail: transportes.cglab@saude.gov.br  e clinica.cglab@saude.gov.br.

As amostras devem ser mantidas refrigeradas (4-8°C) e devem ser processadas dentro de 24 a 72 horas da coleta. Na impossibilidade de envio dentro desse período, recomenda-se congelar as amostras a -70°C até o envio, assegurando que mantenham a temperatura.  A embalagem para o transporte de amostras de casos suspeitos com infecção por 2019-nCoV devem seguir os regulamentos de remessa para Substância Biológica UN 3373, Categoria B.

C. Priorização
Os testes para o 2019-nCoV devem ser considerados apenas para pacientes que atendam à definição de caso suspeito, uma vez descartada a infecção por Influenza.
Avaliação dos contactantes

Deverá ser realizada a busca ativa de contatos próximos (familiares, colegas de trabalho, entre outros, conforme investigação) devendo ser orientados, sob a possibilidade de manifestação de sintomas e da necessidade de permanecer em afastamento temporário em domicílio, mantendo distância dos demais familiares, além de evitar o compartilhamento de utensílios domésticos e pessoais, até que seja descartada a suspeita. Orientar que indivíduos próximos que manifestarem sintomas procurem imediatamente o serviço de saúde.


Atendimento do caso suspeito Para pessoas que preencham a definição de caso suspeito

ISOLAMENTO 
1. Paciente  deve utilizar mascára cirúrgica a partir do momento da suspeita e ser mantido preferencialmente em  quarto privativo. 
2. Profissionais devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção). Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

AVALIAÇÃO
1. Reaizar coleta de amostras respiratórias. 
2. Prestar primeiros cuidados de assistência.

ENCAMINHAMENTO 
1. Os casos graves devem ser encaminhados a um  Hospital de Referência para Isolamento e tratamento. 
2. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas  medidas de precaução domiciliar.

No atendimento deve-se levar em consideração os demais diagnósticos diferenciais pertinentes e o adequado manejo clínico. 

Em caso de suspeita para Influenza não retardar o início do tratamento com Oseltamivir, conforme protocolo de tratamento de Influenza:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_tratamento_influenza_2017.pdf.

25 de outubro de 2019

Dica Extra – Sinergia entre o mecanismo de ação de nivolumabe e ipilimumabe


Como funcionam os inibidores de checkpoint imunológicos ipilimumabe e nivolumabe? Quais são os benefícios do combo de imunoterapia ipilimumabe + nivolumabe?
Neste MOC-Dicas exclusivo, Dr. Antonio Carlos Buzaid elucida de forma prática o mecanismo de ação do inibidor de CTLA-4 ipilimumabe e do inibidor de PD-1 nivolumabe, os quais mostraram recentemente dados de longo prazo provocativos em melanoma e outros cânceres.
Não deixe de conferir este especial MOC-Dicas.
Referência:

19 de outubro de 2019

Livro - ANTICORPOS MONOCLONAIS NA PRÁTICA CLÍNICA PROTOCOLOS EM ONCOLOGIA 1ª ED. 2019



Autores: Gilberto Barcelos Souza & Marcela Miranda Salles
ISBN 978-85-7576-243-1
406 páginas
Capa dura
HP Comunicação Associados

Livro com  a descrição de 63 anticorpos monoclonais, sendo 29 anticorpos monoclonais de uso em oncologia e ainda 94 protocolos resumidos em monoterapia e/ou terapia combinada, com os seguintes capítulos: Sumário, Nota, Abreviaturas, Normatização de etiquetas para medicamentos oncológicos, Farmacovigilância na prática clínica hospitalar, Manipulação de Anticorpos Monoclonais Oncológicos, Monografias dos Medicamentos

Neste sentido, o livro aborda as seguintes informações: nome genérico do produto, nomes comerciais, sinonímia e outras denominações, forma farmacêutica, categoria terapêutica, farmacocinética, posologia, reações adversas, regimes especiais de posologia, precauções, interações medicamentosas, protocolo para extravasamento, biossegurança ocupacional, PGRSS, estabilidade da solução reconstituída no frasco de vidro, concentração após reconstituição no frasco de vidro, vias e formas de administração, diluentes, volume final e tempo de infusão, compatibilidade com as soluções e com os equipamentos, incompatibilidade com as soluções e com os equipamentos, estabilidade em seringa plástica, estabilidade em bolsa plástica de PVC, poliolefina, PEBD e de EVA

Anticorpos Monoclonais do Livro:  ABCIXIMABE, ADALIMUMABE, AFLIBERCEPTE, ALENTUZUMABE, ALIROCUMABE, ATEZOLIZUMABE, AVELUMABE. BASILIXIMABE, BELIMUMABE, BENRALIZUMABE, BEVACIZUMABE, BEZLOTOXUMABE, BLINATUMOMABE, BRENTUXIMABE VEDOTINA, BRODALUMABE. CANAKIMUMABE, CERTOLIZUMABE, CETUXIMABE, DARATUMUMABE, DENOSUMABE, DINUTUXIMABE, DUPILUMABE, DURVALUMABE. ECULIZUMABE, ELOTUZUMABE, EMICIZUMABE, ERENUMABE, EVOLOCUMABE. GENTUZUMABE OZOGAMICINA, GOLIMUMABE, GUSELCUMABE. IBRITUMOMABE TIUXETANO, IDARUCIZUMABE, INFLIXIMABE, INOTUZUMABE OZOGAMICINA, IPILIMUMABE, IXECIZUMABE. MEPOLIZUMABE. NATALIZUMABE, NECITUMUMABE, NIMOTUZUMABE, NIVOLUMABE. OBINUTUZUMABE, OCRELIZUMABE, OFATUMUMABE, OLARATUMABE, OMALIZUMABE. PALIVIZUMABE, PANITUMUMABE, PEMBROLIZUMABE, PERTUZUMABE. RAMUCIRUMABE, RANIBIZUMABE, RESLIZUMABE, RITUXIMABE. SARILUMABE, SECUQUINUMABE, SILTUXIMABE. TOCILIZUMABE, TRASTUZUMABE, TRASTUZUMABE ENTANSINA. USTECINUMABE. VEDOLIZUMABE.




25 de setembro de 2019

Combinação fixa NEPA: netupitanto + palonosetrona para prevenção de náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia (NVIQ)

 Vídeo-MOC

VOLUME 10 ● NÚMERO 08

Combinação fixa NEPA: netupitanto + palonosetrona para prevenção de náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia (NVIQ)
Sabe-se que náuseas e vômitos estão entre os efeitos colaterais mais frequentes nos pacientes submetidos à quimioterapia emetogênica. Por outro lado, embora diversas diretrizes baseadas em evidências para a prevenção de náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia (NVIQ) sejam publicadas e atualizadas regularmente, ainda existem barreiras que interferem na aderência às diretrizes.
Frente a esse cenário, o MOC, com o apoio educacional da Mundipharma, preparou este Vídeo-MOC, que coloca em pauta uma nova abordagem em relação à prevenção de náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia, a combinação oral fixa NEPA, já aprovada no Brasil e utilizada atualmente no mundo inteiro. Essa importante e simples combinação tem se mostrado útil e segura na prática clínica ao envolver netupitanto (NETU), um novo antagonista do receptor NK1 altamente seletivo, e palonosetrona (PALO), um antagonista do receptor 5-HT3 farmacologicamente distinto e clinicamente superior aos antagonistas de primeira geração em termos de eficácia e segurança.
Com apresentação da Dra. Juliana Martins Pimenta, oncologista clínica da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, moderação do Dr. Antonio Carlos Buzaid e participação especial do Dr. Giovanni Rosti, médico oncologista pela Universidade de Pavia – Itália, convidado da Mundipharma, o vídeo traz como introdução uma visão geral das náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia, ressaltando a complexa etiologia desses efeitos colaterais, cujas vias relevantes geralmente envolvem vários neurotransmissores e receptores. A apresentação segue com uma objetiva explicação sobre os fatores que podem aumentar o risco desses eventos durante o uso de quimioterapia, sejam riscos individuais ou relacionados ao tratamento. Nesse ponto, são abordadas as classes de antieméticos mais usadas para prevenção de náuseas e vômitos agudos e tardios (antagonistas do receptor 5-HT3, antagonistas do receptor NK1, corticosteroides e antagonistas do receptor de D2).
Na sequência, são colocados em perspectiva os dados de estudos que levaram à aprovação do esquema NEPA, começando pelo estudo fase III, que comparou o uso de NEPA em associação com dexametasona  versus palonosetrona + dexametasona. O estudo mostrou a eficácia de NEPA bem como sua superioridade à PALO durante as fases aguda, tardia e geral, com resposta completa (sem êmese e sem medicação de resgate). O benefício foi obeservado também em ciclos subsequentes de quimioterapia. No tocante à toxicidade, a taxa de efeitos adversos foi muito baixa, sendo os principais efeitos colaterais constipação e cefaleia, demonstrando que a medicação é bem tolerada.
O segundo estudo comentado, também fase III, randomizou 413 pacientes para receberem NEPA versus aprepitanto + palonosetrona. Assim como no trabalho anterior, o estudo foi positivo, confirmando a segurança e eficácia de NEPA, com taxa de efeitos adversos muito baixa e resposta completa na fase geral (D1 ao D5), respectivamente. Houve benefícios também na análise de subgrupo em relação ao uso de carboplatina, com demonstração de alta taxa de resposta nos quatro primeiros ciclos de quimioterapia. Tais dados serviram para embasar a atual recomendação dos principais Guidelines, que consideram sempre adicionar um antagonista de receptor de NK1 para pacientes que recebem carboplatina. A adição desses receptores proporciona uma vantagem que ultrapassa o beneficio absoluto de 10%, indicado como clinicamente relevante.
Por fim, são apresentados os dados de um estudo comparativo fase III, randomizado, de não inferioridade, multicêntrico, duplo-cego, asiático que comparou NEPA + dexametasona versus aprepitanto + granisetrona + dexametasona em pacientes com uso de quimioterápico de alto risco emetogênico. Os resultados da análise confirmaram a não inferioridade de NEPA em relação à combinação de aprepipanto com granisetrona. Além disso, o uso de NEPA mostrou redução significativa de eventos de náuseas e vômitos induzidos pela quimioterapia no D5.
Como conclusão, Dra. Juliana reforça que a combinação fixa NEPA é promissora para a melhora do controle de náuseas e vômitos dos pacientes submetidos à quimioterapia emetogênica e afirma: “uma compreensão profunda da fisiopatologia de náuseas e vômitos é importante para o seu tratamento. Uma vez que náuseas e vômitos decorrem da ativação de várias vias eméticas, é importante fazer uma terapia farmacológica combinada para prevenir esses sintomas agudos e tardios. O NEPA, então, surge como um agente combinado que visa duas vias antieméticas em única dose associada à dexametasona, que pode oferecer uma profilaxia e possibilitar uma oportunidade de superar as barreiras que interferem na aderência às diretrizes”.
Assista ao vídeo e confira também a discussão com o convidado internacional, Dr. Giovanni Rosti.
Publicado em 12/09/2019.
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